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Blog dos 300

Este blog surgiu como forma a poder comentar situações do quotidiano, sobre todas as áreas, e até sobre a minha vida. Resultante da parceria com 3 amigos da faculdade, também se comenta cinema e música.

Blog dos 300

Este blog surgiu como forma a poder comentar situações do quotidiano, sobre todas as áreas, e até sobre a minha vida. Resultante da parceria com 3 amigos da faculdade, também se comenta cinema e música.

Centralismo 3.0

Não é novo aquilo que aqui se analisará. Será uma eterna questão e que não será alheia a qualquer nação. Neste caso, e como o autor é português, será desse país que se escreverá. Pois bem, não é novidade que nos deparamos com a concentração de serviços e ministérios num só ponto do país. Esse é a capital e os seus arrabaldes. É nessa zona metropolitana que podemos constatar anos a fio de beneplácito. Muito préstimo foi concedido a essa zona. Porém, e o que resta do país?

O Norte, o Centro, as regiões autónomas e o Sul? Não será redutor constatar somente a vertente industrial nortenha, a turística algarvia e a rural do interior? Não será necessário estender a modernização e a respetiva verba a todos os outros pontos de atração e de habitação de um país repleto de recursos naturais, humanos e criativos? É na Grande Lisboa que nos deparamos com uma infinitude de mãos cheias de oportunidades.

No entanto, é mais aquilo que se encontra em sub-rendimento do que em pleno aproveitamento. Há mais três centenas de municípios que necessitam de voz para as suas ideias e de fundo para formatar as suas teias. Os planos de financiamento devem contemplar, mais do que as cidades, as invenções e as suas maturidades. Desta evidência se gera o valor necessário para um seio familiar sustentável. Deste seio se criam valências e competências para atuar num mundo profissional em constante progressão e avaliação.

Nesta política do dá e recebe (implicando, decerto, o preço a pagar nesta geração), há que se contemplar o horizonte da situação em que todos vivem mais do que sobrevivem. Sem apostas, não há respostas. Sem valorização, não há criação. Querem considerar o que há na ampla geografia ou somos só europeus para a fotografia?