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Blog dos 300

Este blog surgiu como forma a poder comentar situações do quotidiano, sobre todas as áreas, e até sobre a minha vida. Resultante da parceria com 3 amigos da faculdade, também se comenta cinema e música.

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Este blog surgiu como forma a poder comentar situações do quotidiano, sobre todas as áreas, e até sobre a minha vida. Resultante da parceria com 3 amigos da faculdade, também se comenta cinema e música.

Centralismo 2.0

De manhã, como é costume, gosto de visitar as primeiras páginas dos jornais para ver o que está na ordem do dia.

Hoje qual não é o meu espanto quando vejo a capa dos jornais desportivos, nomeadamente do Jornal "A Bola" e à primeira vista não vejo uma única referência à Segunda Liga Portuguesa, à Liga Ledman Pro que ontem nos deu a conhecer o seu vencedor e uma das duas equipas que vai subir de divisão. Volto a ver a página e lá encontrei uma referência, tão pequena e estrategicamente colocada, que tenho a certeza que mais de metade de quem compra o jornal não a deve ter visto.

Lá fiquei um pouco mais satisfeito por ver que afinal ontem tinha ficado dedicido qualquer coisa na Liga Ledman Pro, mas, e depois de refletir um pouco, lá me lembrei que ontem para além de ter subido uma equipa, o Grupo Desportivo de Chaves, houve também uma equipa que ganhou a competição e embora não possa subir de divisão, porque os regulamentos não o permitem, acho que merecia algum destaque, pelo menos uma breve referência. Falo claramente do Futebol Clube do Porto B que venceu ontem a competição ao ganhar por 3-1 em casa, sendo que não precisava sequer de empatar, visto que o Chaves tinha empatado.

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No entanto, já é o hábito, os meios de comunicação, e alguns em concreto são sistematicamente adeptos daquilo que melhor se faz no nosso país, que é centralizar. Qualquer coisa que exista de bom num determinado local do país, o pensamento que surge é logo "vamos centralisar". Não entendo bem o que é que o país ganha com isto, com este ocultar, com esta táctica do "não aconteceu", ou do "ninguém quer saber", ou do "é lá do norte, então não interessa ao país". O que eu espero, é que no futuro se comece a praticar um jornalismo mais imparcial e mais informativo e útil para o país.