Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Blog dos 300

Este blog surgiu como forma a poder comentar situações do quotidiano, sobre todas as áreas, e até sobre a minha vida. Resultante da parceria com 3 amigos da faculdade, também se comenta cinema e música.

Blog dos 300

Este blog surgiu como forma a poder comentar situações do quotidiano, sobre todas as áreas, e até sobre a minha vida. Resultante da parceria com 3 amigos da faculdade, também se comenta cinema e música.

A época em resumo

Aí está, o fim de mais uma época, e com isso também o fim da minha formação (acabou o período de aprendizagem, embora tenha sido mais curto do que o normal). Foi apenas há algumas horas, mas já está a dar uma saudadezinha. A partir de agora não são admitidos erros, ser sénior é isso mesmo, colocar em prática tudo o que se aprendeu durantes os anos que se passou nos escalões de formação. No entanto, fica também o sentimento de que tudo fiz e de que tudo dei em todos os jogos, que não me podia ter esforçado mais, de que não podia ter corrido mais, de que não podia ter feito mais.

Ao fim de 33 jornadas, as coisas não correram como era esperado no início da época, conseguimos apenas o 13º lugar devido aos 30 pontos realizados.

Não sei bem por onde começar a explicar o porquê da época não ter corrido como o planeado, esperado e ambicionado por todos nós. Mas, penso que tudo começou quando por um acaso, uma infelicidade que levou aquele que deveria ser o mister dos júniores do G.C.R. Vermoim para o hospital e com isso a impossibilidade de continuar a treinar-nos, depois de já ter realizado algum trabalho no final da época anterior, e com os jogadores a terem já um entrosamento bom para o pouco tempo que tinha havido de trabalho. Este acontecimento precipitou a entrada de um novo treinador, treinador esse que tinha boas referências, muito por causa do bom trabalho realizado no antigo clube, o União de Custóias.

Com isto, surge a entrada de vários novos jogadores, que vieram afectar negativamente o conjunto de jogadores que já existiam. Além da entrada de muitos jogadores, juntou-se a isso o curto espaço de tempo em que surgiu este novo pessoal e ainda a perda de espaço e de tempo de jogo da maior parte dos jogadores, que já se encontravam no clube. Isto originou aquilo, que só mais tarde me comecei a aperceber, a divisão do balneário em dois: de um lado os jogadores que na época passada já jogavam no Vermoim juntamente com os que vieram de outros clubes como Parada e Santana, e da outra "fação" os jogadores que eram provenientes do União de Custóias. Foram 7 as entradas. Posso dizer que destes 7 jogadores, só 3 vieram acrescentar algo que a equipa que já existia não tinha. No entanto, nestes últimos jogos e talvez por sermos cada vez menos jogadores, acho que existiu uma ligeira aproximação dos dois lados e mais espírito de entreajuda.

E foi assim, muito por causa destas divisões que o a época não foi melhor. Quanto a mim, ao contrário do que achei na primeira época onde pensava que ia jogar muito menos do que joguei, nesta segunda época pensava que ia jogar mais do que o que joguei, sem contar com o tempo da entorse no joelho que me afastou durante cerca de 2 meses. Mas é assim, às vezes as coisas não nos correm da maneira como queremos e como fazemos para que aconteçam. No entanto, continuei a ir treinar com os séniores o que me fez melhorar imenso, nem há comparação com o Hugo que foi a primeira vez aos séniores no ano passado com o Hugo de hoje em dia, e não falo só de aspectos técnicos que são os mais notáveis, falo de outros aspectos como o psicológico, que me fez aprender a saber perder e a saber ganhar, algo que me diziam que eu não sabia. Isto, devo-o aos treinadores de guarda-redes dos séniores, em especial a um que me acompanhou desde o primeiro treino da pré-época.

Como podem ver nem tudo correu mal, e os pontos mais positivos a destacar foram:

  • As amizades que ficaram, muitas delas tenho a certeza que são para toda a vida;
  • Ter ido aos séniores e aprendido mais, o que me permitiu progressivamente ir evoluindo;
  • Jogo com o Arcozelo onde abri o marcador;
  • 2 golos em jogos oficiais (Arcozelo e Santa Cruz) e 1 em amigáveis (Restauradores Brás-Oleiro);

Os pontos negativos foram:

  • A lesão que me afastou durante cerca de 2 meses;
  • A divisão existente dentro da equipa;
  • A derrota por 11-1 com o A.D. Modicus pelos números que foram;
  • Pouco tempo de jogo em algumas partes da época, nomeadamente antes da lesão e numa altura em que estava na melhor forma da época;

Agora, e ainda sem nada acertado, resta-me continuar a trabalhar e a dedicar-me como sempre o fiz.

Eurovisão - "Heroes" e umas dicas para Portugal

E foi mais um Festival Eurovisão da Canção, na sua edição nº60, ganha pelo sueco Mans Zelmerlow. Portugal obtém mais uma participação deplorável. Acho que está na altura de Portugal colocar os olhos no vencedor e repensar a maneira de atuar num Festival da Canção. Aqui ficam umas dicas:

  • Letra simples, fácil de decorar e que fique no ouvido e já agora escrita pelo próprio cantor e não pelo Emanuel ou outros (We are the heroes of our time);
  • Grafismo com muita qualidade (nunca ninguém se vai esquecer do bonequinho que imita o cantor);
  • Cantar em Inglês - sabemos que cantar em Português é muito bonito e patriótico, mas quem é que entende Português? Nós, os Espanhóis assim assim, e os emigrados em França (vejam se o Mans cantou em Sueco - "Vi är hjältarna i vår tid" = "We are the heroes of our time";
  • Roupa simples, não foi preciso ir de vestido de casamento, bastou uma roupa semi-desportiva e simples;
  • Energia em palco para conseguir conquistar o público;

Com estas dicas, indiquei também os pontos fortes que permitiram a vitória de Mans Zelmerlow. Apreciei a participação da Austrália como país convidado, foi agradável de ver e ouvir. E mais, neste festival política é que não houve certamente, em contrário ganharia a Alemanha ou a França.

Deixo-vos aqui com a música vencedora do Festival da Eurovisão da Canção 2015.

 

 

2º Artigo para O JOVEM (nº60) - Corridas de Touros

Está a chegar o tempo quente e com isso chega o grande debate sobre um tema que todos os anos por esta altura inunda os jornais refiro-me, claro está, às corridas de touros ou popularmente conhecidas como touradas. 

Se bem me recordo dos meus tempos de infância, lembro-me de ver as touradas na televisão e adorar o espetáculo que os toureiros e forcados me proporcionavam, assim como a miscelânea de cores e sons que se extraiem de um evento como este. De facto, todos temos de concordar que à priori as touradas são um espetáculo bonito e que capta facilmente a nossa atenção, prendendo-nos ao ecrã ou às cadeiras no caso de assistirmos ao evento numa praça de touros. Ainda mais, somos obrigados a concordar com o facto de as touradas serem um negócio tal como o futebol que movimenta alguns milhões de euros. À posteriori e com o avançar da idade e o despertar do pensamento, fui percebendo que este espetáculo não é assim tão bonito. Entendi que, todos aqueles momentos que eu tanto adorava, implicavam sofrimento e a morte de animais. Nesse momento e para mim, as touradas perderam aquele brilhantismo e espetacularidade que tinham.

Numa altura em que a preocupação com o bem-estar dos animais está em voga, as touradas não aparecem um pouco contra a corrente? Numa altura em que todos nos insurgimos contra o abandono dos animais, não seria de bom tom ter em conta os touros? Afinal não serão eles animais também? Este tipo de evento pode não acabar, uma solução passa por colocar uma proteção no touro que terminará com o sofrimento do animal e claro está com a morte do touro.

Link: O Jovem - nº60

Greves e "Desgreves"

Hoje, que já estamos todos mais calmos, depois do término de 2 greves com grande impacto nos portugueses e nos turistas que por cá passam para visitar o nosso país, vou escrever uma pequena reflexão. Refiro-me à greve da TAP e dos STCP claro.
O direito à greve é muito importante e foi conseguido após muito esforço por parte de todos os trabalhadores. Acontece que, de há uns tempos para cá, o direito à greve parece mais um dever do que um direito. Todos fazem greves, todos exigem mais e melhor mas esquecem-se que Portugal está a sair de uma crise e não pode já entrar numa outra, temos de perceber que não podemos voltar a viver acima das nossas possibilidades. Caso isso aconteça, vamos voltar outra vez ao mesmo, ou seja, a Troika a entrar por aí dentro e ter de impor novamente medidas pesadas para voltarmos a ter dinheiro.
Com isto e resumindo, eu entendo que o direito à greve deva existir e deva ser usado mas bem usado senão vamos chegar ao ponto em que o direito à greve é uma coisa banal e que nunca vai produzir os efeitos que os grevistas pretendem, além de poder destruir por completo uma empresa, postos de trabalho e por aí fora.

greve2.jpg

 

1º Artigo para O JOVEM (nº59) - As "saúdes" do nosso país

Ocorreram-me muitos assuntos para tratar n' O Jovem, mas optei pelo que mais me tocou nos últimos tempos, refiro-me às condições do Hospital de São João.

Depois de ver paredes, chão e tectos com fendas, equipamentos antigos, escadas com degraus que parecem estar a aluir, já para não dizer que, em algumas unidades faltam certos equipamentos e ainda casos em que os visitantes partilham o mesmo elevador com os doentes, deparámo-nos  assim com um "Contentor Hospital", onde os doentes são colocados em pré-fabricados muito idênticos aos que se observam nas escolas quando estas se encontram em obras. "Contentores" esses que não têm o espaço necessário para um correcto funcionamento, não têm um ar saudável para os doentes recarregarem as "baterias", não possuem uma correcta capacidade de renovação do ar assim como a capacidade de evacuar a miscelânea de odores que lá se produzem. De referir ainda a "estufa" em que se tornam em dias de calor. Faltas de condições admitidas pelos próprios enfermeiros, falta de fundos para se construir um novo espaço que possa acolher as unidades que se encontram nos contentores, e mais uma vez um Norte esquecido pela Lisboa menina e moça que não disponibiliza os fundos que o Norte tanto direito tem, e tanto merece por tudo aquilo de grandioso que faz com o pouco que lhe concedem. 

É altura para acabar de vez com as diferentes formas de tratamento e as diferentes formas de actuar que existe entre o Norte e o Sul. As pessoas do Norte merecem respeito e que o seu trabalho seja, de uma vez por todas, reconhecido.

Link: O Jovem - nº59