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Blog dos 300

Este blog surgiu como forma a poder comentar situações do quotidiano, sobre todas as áreas, e até sobre a minha vida. Resultante da parceria com 3 amigos da faculdade, também se comenta cinema e música.

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11 contra 11 - 8ª Jornada da Liga NOS

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Regresso da Liga NOS para a sua oitava jornada e a segunda no pós-fase de grupos das competições europeias. Assim, tanto SL Benfica como FC Porto como SC Braga não vacilaram nos seus compromissos, arrecadando os três pontos. A surpresa da ronda ficou guardada para o Estádio José de Alvalade, onde o Sporting CP voltou a ceder pontos perante a formação do CD Tondela. Em notas adicionais, o Vitória SC prosseguiu na sua senda vitoriosa enquanto todos os outros jogos tiveram como desfecho a partilha de pontos.

 

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Assim, e seguindo a linha cronológica dos encontros disputados, tudo começou em Alvalade. O Sporting CP voltou a vacilar (1-1) perante um adversário com menores argumentos e continua a evidenciar sinais de crise e de indefinição no seio de um plantel pouco esclarecido. O CD Tondela fez uso das suas armas e conseguiu incomodar, a partir de venenosos contragolpes, a formação leonina. Petit fez alinhar duas linhas subidas e uma mais profunda num bloco com pretensões de roubar de novo pontos aos homens da casa. Jhon Murillo aproveitou mais uma brecha deixada pela organização da equipa de Jorge Jesus e fez estremecer o estádio de Alvalade. Cerrando fileiras com dentes e com a garra inerente ao seu treinador, a formação beirã acabou por deixar escapar dois surpreendentes pontos após um golo de coração do costariquenho Joel Campbell. Um empate que acaba por penalizar mais a exibição personalizada dos visitantes do que prejudicar a prestação amorfa e desligada dos pupilos leoninos. A aura que rodeava a equipa de Alvalade acabou por esmorecer a partir da desilusão em Santiago Bernabéu e pela ausência do dínamo do meio-campo e internacional português Adrien. A distância perante os mais diretos rivais acentua-se e as contas começam a ser madrastas para os leões, estando a cinco pontos do líder SL Benfica. Exige-se uma pronta coordenação e harmonia entre equipa técnica e futebolistas para que a luta pelo título permaneça a três. Para o árbitro deste jogo, Rui Costa, fez uma boa exibição, recebendo por isso a nota 7, num jogo que também não foi difícil de arbitrar.

photo.jpgMinutos depois do desfecho desta partida, o FC Porto recebeu e venceu sem dificuldades de maior a equipa do FC Arouca por 3-0. O resultado expressa o desequilíbrio de forças entre ambas as formações e, no melhor momento da época, os homens de Nuno Espírito Santo mostram com mais clareza o que jogar à Porto. O treinador recorreu ao quadro para explicar aquilo que se viu em campo durante aquela hora e meia de futebol, recheado de querer, de espírito de sacrifício e de muito tempo com bola no espaço do adversário. André Silva espelha essa essência portista e faturou por mais duas ocasiões, sendo as mesmas assistidas pelo também jovem Diogo Jota. A dupla de avançados foi apoiada por Yacine Brahimi (que regressou aos golos e aos planos fixos do treinador dos visitados) e Jesus Corona. Do outro lado, Lito Vidigal continua numa espiral recessiva e vê-se vítima das experiências europeias da formação arouquense. A equipa do distrito de Aveiro permanece por se dispor na forma da época passada, não obstante o reforço da equipa para responder aos diversos desafios reconhecidos no início da temporada. Em suma, o FC Porto conseguiu recuperar passo diante do Sporting CP, distando este a dois pontos, e persegue o SL Benfica com três pontos de desvantagem. Para o árbitro deste jogo, Manuel Mota, fez uma boa exibição, recebendo por isso a nota 7, num jogo que também não foi difícil de arbitrar.

 

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No dia seguinte, SL Benfica disputou um dos dérbis de Lisboa diante do Belenenses e venceu por 2-0. Um resultado que acabou por se revelar escasso para as iniciativas da equipa orientada por Rui Vitória, este que garantiu um recorde histórico na formação das águias. Vão 16 partidas vencidas consecutivamente fora de portas e, com isto, Jimmy Hagan vê o seu recorde de 1972/73 superado. Kostas Mitroglou voltou a marcar, assim como Álex Grimaldo, e o SL Benfica voltou a consolidar a diferença de pontos que separa a formação lisboeta dos seus mais diretos rivais. Ainda sem conhecer o gosto da derrota na presente edição do campeonato, são 22 pontos aqueles que somam e que lhes permitem gerir com o futebol plenamente assimilado e consolidado os desafios respeitantes à liga. Para o árbitro deste jogo, Hugo Miguel, fez uma boa exibição, recebendo por isso a nota 7, num jogo que também não foi difícil de arbitrar, um pouco à imagem dos jogos dos restantes 2 grandes.

 

Em Braga, assistiu-se a uma partida bastante interessante e equilibrada, esta que opôs o SC Braga à formação do GD Chaves. A equipa treinada por Jorge Simão voltou a exibir argumentos que lhes permitem sonhar com uma luta suada por um posto na metade superior da tabela classificativa. No entanto, foram os homens de José Peseiro a permanecer com os três pontos, por fruto da grande penalidade batida por Pedro Santos. Foi assim que, embora pese a campanha menos positiva na Liga Europa, a formação guerreira prosseguiu no top-4 e apanhou o Sporting CP, este com 17 pontos. Em Estoril, o Vitória SC voltou a empunhar as espadas e a conquistar mais um triunfo (0-2), somando agora 14 pontos. Os golos tiveram um gosto canarinho, tendo Soares e Raphinha selado esta vitória que foi condizente com as incidências da partida, em que o Vitória teve o ascendente perante um Estoril Praia ainda por se caraterizar. Em lugar de despromoção permanece o Moreirense, que não conseguiu capitalizar uma dupla expulsão que afetou o Rio Ave. Mesmo com uma grande penalidade à sua mercê na parte final da partida, os homens de Moreira de Cónegos não conseguiram arrecadar a pontuação máxima por via da falha de Pedro Rebocho. Outra nota de destaque vai para o ponto colecionado pelo Boavista FC na estreia do seu novo treinador Miguel Leal no recinto do CS Marítimo.

 

No regresso da Liga NOS, as surpresas fizeram-se sentir em Alvalade, em que o Sporting CP voltou a desnortear-se em casa, perdendo o esclarecimento dominador e caraterístico da época passada. As omissões de Slimani, João Mário e, para esta partida, de Adrien fizeram-se sentir com retumbância, com Petit a conseguir bloquear novamente o leão. Com um FC Porto em crescendo e condizente com a sua abordagem personalizada e com um SL Benfica cada vez mais estabilizado, os próximos episódios poderão ser fatais para o que muito resta da luta pelo título. No entanto, a matemática não se deixa surpreender com frequência e será esta a operar nesta contenda, assim como nas constantes transições nos postos europeus e naqueles que garantem a permanência na Liga NOS. Num misto de estatística com emoção, é assim que se resume mais uma jornada com muito de superação mas também com muita divisão.