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Blog dos 300

Este blog surgiu como forma a poder comentar situações do quotidiano, sobre todas as áreas, e até sobre a minha vida. Resultante da parceria com 3 amigos da faculdade, também se comenta cinema e música.

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11 contra 11 - 7ª Jornada da Liga NOS

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No rescaldo desta sexta jornada referente à Liga NOS, tanto FC Porto como SL Benfica somaram três pontos, enquanto Sporting CP e SC Braga tropeçaram fora de portas após terem estado em vantagem. Desta feita, o SL Benfica prossegue numa liderança isolada e consolidada com 19 pontos, sendo seguido pelos seus rivais tradicionais com 16, SC Braga com 14 e o recém-promovido GD Chaves com 12.

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Seguindo a ordem cronológica das partidas, destaca-se o jogo da jornada, este que opôs o Sporting CP nas hostes do Vitória SC. Galvanizado após triunfar na Liga dos Campeões, a equipa de Jorge Jesus apresentou-se disposta a tomar conta do jogo e conseguiu quebrar a muralha afonsina após golos de Lazar Markovic e de Sebastian Coates ainda no primeiro tempo. O início da segunda parte não divergiu da toada ofensiva leonina e assentou com o tento de Elias, após novo lapso do guarda-redes brasileiro. Porém, o futebol não são favas contadas e, como resultado de uma das poucas decisões acertadas do árbitro Artur Soares Dias, Moussa Marega deu novo fôlego ao jogo ao concretizar um penálti. Ainda atordoados com o golo sofrido, o Vitória SC roubou as garras ao leão e fez-se valer novamente de Marega para revitalizar o resultado. 7 golos no seu pecúlio e que o isolam dos demais na tabela dos marcadores. Por fim, e com o décimo segundo jogador crente e inexcedível, chegou Soares para empatar a partida e para voltar a colocar o dedo na ferida ardente e presente na equipa do Sporting CP. Não obstante a lesão do capitão Adrien, a turma de Alvalade voltou a sucumbir fora de portas, deixando dois pontos que ninguém previa que ficassem em Guimarães ao final da primeira hora de jogo. Para Artur Soares Dias nota 5, embora não tenha estado bem acabou por errar para ambos os lados, sem prejuízo para nenhuma das duas equipas.

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De seguida, e no Estádio da Choupana, o FC Porto estava apostado em dar um pontapé com estrondo na crise e, para tal, Nuno Espírito Santo promoveu Diogo Jota numa parceria com André Silva. A dupla revelou-se impiedosa e fez parte dos quatro tentos com que a equipa da Invicta goleou um CD Nacional fragilizado e curto para ombrear com os jovens dragões. Enquanto Diogo Jota se revelou frio e expedito no hat-trick que celebrou, André Silva voltou a mostrar que é atualmente um melhor futebolista do que avançado, apesar do golo deste. A crise de identidade do FC Porto começa a ser estreitada e combatida através de um futebol físico, direto, dinâmico e intenso que se apoia num ataque em bloco assente em transições rápidas, aproveitando os espaços concedidos. A questão que se levanta é como funcionará daqui em diante a disponibilidade física e tática dos pupilos de Nuno Espírito Santo perante uma equipa com mais e melhores argumentos. Embora pese a exibição efetuada em Roma, contrapõe-se com uma prestação apagada e frustrada em Leicester. Assim, o FC Porto continua a ser uma formação de tempos e de momentos, procurando ainda os níveis de consistência e de eficácia de jogo consonantes com as expectativas criadas no início da época. Para o árbitro Rui Costa, nota 7 porque esteve bem na maioria das decisões que tomou, não sendo no entanto um jogo difícil de arbitrar.

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Já no domingo, no Estádio da Luz, o SL Benfica despachou a equipa do CD Feirense por contundentes 4-0. O jogo não tem muita história fora o domínio esclarecedor das águias perante alguns fogachos dos fogaceiros. A percentagem de posse de bola detida pelos lisboetas explica em parte esta evidência, em que 70% ganhou tonalidades encarnadas. Uma partida que voltou a vincar o declive demasiado acentuado que existe entre as formações com mais argumentos institucionais perante as outras. Um autogolo de Luís Aurélio furou as redes do transporte público que estacionou na baliza contrária à dos atletas do Professor Rui Vitória. Os argentinos Franco Cervi e Eduardo Salvio mais o espanhol Alex Grimaldo consumaram o triunfo que deu resposta à noite menos conseguida em Nápoles na passada quarta-feira. Apontam-se também os regressos de Ederson e de Luisão à titularidade e um futebol que, ainda sem grande colorido, é eficaz e descompromete perante os testes com traição à vista.

Para além destas partidas, importa ressaltar o triunfo caseiro do GD Chaves perante a formação do Belenenses após esta estar em vantagem, mais uma vitória do CS Marítimo, agora em Setúbal e o regresso aos pontos do Boavista FC diante do Moreirense FC. Por outro lado, registam-se também o empate tardio do FC Arouca na receção ao SC Braga e nova derrota averbada pelo Rio Ave FC na visita do Estoril Praia a Vila do Conde. Assim, a Liga NOS permanece em aberto em todas as dezoito posições, dando lugar a uma paragem em virtude dos compromissos das seleções nacionais, seguido pelos encontros relativos à Taça de Portugal. Para a história, ficam dois bons jogos de futebol em Guimarães e em Chaves e outros tantos em que o enredo foi parco e linear perante a emoção e a paixão competitivas do futebol. Assim, solicitam-se mais emoções fortes nos pratos que se servirão de 21 a 24 de outubro. Fim-de-semana este em que o dérbi lisboeta entre Belenenses e SL Benfica, o já tradicional CS Marítimo vs. Boavista e o encontro nortenho entre SC Braga e GD Chaves prometem aguçar o apetite ao mais trabalhado paladar. Para o árbitro Luís Ferreira nada a apontar daí a nota 8.